sexta-feira, 8 de junho de 2012

História Filhós

Hoje esta iguaria é um artigo banal em qualquer pastelaria, mas há 50 anos era difícil de fazer. Pouco se sabe sobre como surgiu este doce, mas todos concordam que, antigamente no mundo rural, para quem lavrava a terra que nem lhe pertencia, era muito difícil conseguir o azeite e a farinha com os quais preparavam as filhoses. No passado, era normal as pessoas amealharem azeitonas dos olivais sem guarda ou de oliveiras de caminhos públicos, a partir de Novembro, quando a azeitona ficava mais madura. Quando juntavam uns 100 ou 150 quilos ião ao lagar trocar por azeite, em que seriam fritas as filhoses. A farinha era obtida de forma semelhante. No Verão, depois da ceifa, ião ao restolho apanhar as espigas que eram desperdiçadas e cujo grão acabava por ser trocado por farinha na moagem.


Receita de ovos-moles

Ingredientes

 8 gemas de ovos ;
300 g de açúcar ;
60 g de farinha de arroz

Preparação

Leva-se o açúcar ao lume com um copo de água e deixa-se ferver até fazer ponto de espadana (117º C).
Entretanto, dissolve-se a farinha de arroz em 1,5 dl de água fria. Adiciona-se o açúcar a esta solução e leva-se a mistura a cozer durante 5 minutos.
Retira-se a mistura do lume, deixa-se arrefecer um pouco e junta-se uma pequena porção deste preparado morno ás gemas. Misturam-se os dois elementos e leva-se tudo novamente ao lume para cozer as gemas e engrossar, até os ovos-moles terem a espessura desejada.
Servem para rechear moldes de hóstia ou encher barricas de madeira.
  Antigamente, por uma questão de poupança, juntava-se aos ovos-moles   arroz cozido ou farinha de arroz. Essa prática é ainda hoje frequente, embora negada por todos os fabricantes de ovos-moles de Aveiro. Há também quem utilize a água de cozer o arroz sem ser lavado.

História do ovos-moles

Ovos-moles de Aveiro IGP são um doce típico da cidade de Aveiro.
Trata-se de um doce regional, tradicional da pastelaria aveirense, cuja fórmula e método de produção original se deve às freiras dos vários conventos aqui existentes até ao século XIX - dominicanas, franciscanas a carmelitas. As religiosas utilizavam a clara de ovos para engomar os hábitos, enquanto que as gemas, para que não fossem desperdiçadas, se constituíram na base para a feitura do doce. Extintos os conventos, o fabrico dos ovos moles manteve-se, graças a senhoras educadas pelas referidas freiras. Desde o início da linha de caminho de ferro Porto-Lisboa que é tradicional a sua venda durante a paragem dos comboios na estação de Aveiro, feita por mulheres usando trajes regionais.
A «massa de doce de ovos» é comercializada em barricas de madeira pintadas exteriormente com barcos moliceiros e outros motivos da Ria de Aveiro. Também se apresenta em tacinhas de cerâmica e ainda envolvida em hóstia (massa especial de farinha de trigo), moldada nas mais diversas formas de elementos marinhos, como amêijoas, peixes, bateiras, conchas e búzios, que podem ser passados por uma calda de açúcar para os tornar opacos e dar mais consistência.

Receita de papo-de-anjo

Ingredientes:
9 gemas de ovos
1 ovo
Calda para demolhar os Papos de Anjo:
600grs de açúcar
500grs de água (5dl)
1 pau de canela
casca de 1 limão (ou um pouco de rum)

Nota: Deixar ferver +-4 minutos
( Esta calda deve ser feita com antecedência)


Preparação:  
Bater as gemas e o ovo até triplicarem de volume. Encher em formas tipo queque untadas com margarina e polvilhadas com farinha, encher até meio da forma.
Coser á temperatura de +- 230º cerca de 15-18 minutos.
Desenformar os papos de anjo depois de cozidos picar-lhe a base com um garfo e mergulha-los na calda ainda quente, guarde a restante calda para regar os papos na altura de servir.
Servir em taça frios
.

História Papo-de-anjo

O Papo-de-Anjo é um doce típico português, assim como a mioria dos doces a base de ovos, especificamente da gema. Entre os séculos 18 e 19, Portugal era o principal produtor de ovos da Europa (possivelmente do mundo). A maior parte de sua produção tinha destino certo: fornecer clara para utilização na actividade manufatureira. A clara era usada como purificador na fabricação de vinho branco.


Receita do arroz doce

      Ingredientes

 250 gr de arroz
         7,5 dl de leite
 250 gr de açúcar
 3 gemas de ovos
        Casca de limão q.b.
 1 pedacinho de canela em pau
 Canela em pó
   sal q.b.

Preparação

Leva-se o leite ao lume num tacho.
Quando começar a ferver junta-se o açúcar,
o arroz, o sal, a casca de limão e o pauzinho de canela.
Assim que o arroz estiver cozido, retira-se do lume e deixa-se arrefecer um pouco.
Batem-se as gemas à parte, juntam-se em seguida ao arroz, mexe-se muito bem e leva-se a lume brando para cozer as gemas.
Serve-se em travessas ou pratinhos com canela em pó
.

História do arroz doce


     Arroz-doce, de origem turca ou árabe, também chamado arroz ao leite, é muito popular em Portugal, em São Tomé e Príncipe e no Brasil, mas conhecido e consumido no mundo inteiro, inclusive nos Estados Unidos.